terça-feira, 21 de setembro de 2010

Adolescente internado pode ter sido vítima de bulling

No Rio, um aluno novo do Colégio Naval está internado no hospital de saúde mental da Marinha. Sua mãe diz que ele foi vítima de bulling, um tipo de brincadeira de mau gosto na escola.
Segundo a mãe, adolescente sofreu perseguição de outros estudantes logo na primeira semana de aula no Colégio Naval.

A mãe desesperada não quer mostrar o rosto. “Quero meu filho de volta como eu entreguei para Marinha”, afirma.

O filho, de 15 anos, entrou no Colégio Naval em Angra dos Reis, no dia 17. Era um sonho realizado depois de dois anos de muito estudo. Uma semana depois, tudo mudou.

De acordo com o relato da mãe, o estudante sofria perseguição de outros alunos e até de oficiais. “Filhinho da mamãe, mariquinha”, conta ela.

Na última sexta-feira, ela recebeu uma ligação do colégio informando que o filho estava descontrolado e que seria sedado. No dia seguinte, a mãe encontrou com o filho e diz ter levado um susto.

“Parecia que ele estava com medo de falar”, conta a mãe.

A mãe exigiu que o menino fosse transferido para um hospital militar. O adolescente foi trazido para a unidade de saúde metal da Marinha e está internado numa ala com doentes mentais crônicos. Ele está sendo medicado e, segundo a mãe, não tem previsão de alta.

A família procurou a defensoria pública, que pediu esclarecimentos sobre o estado de saúde do adolescente e exigiu que ele seja transferido imediatamente para uma unidade de tratamento regular.

Em nota, a Marinha afirma que o estudante participou de todas as atividades sem apresentar queixas e que desistiu do colégio Naval por vontade própria, diz também que o garoto está internado a pedido da mãe e que o estado de saúde dele evolui satisfatoriamente.

Um pediatra que trata casos de bullying – que são humilhações públicas – e diz que não sabe o que ocorreu com o adolescente, mas exageros e abusos podem causar sérios problemas, mesmo em pouco tempo. “Isso pode ter desencadeado pânico e desespero, mas é possível que ele já tivesse alguns sinais anteriores a esta agressão que ele sofreu na escola“, diz o pediatra Aramis Lopes Neto.

A Marinha afirma que não vai dar entrevista sobre o assunto por se tratar de um caso de saúde envolvendo um menor de idade.
fonte: g1.globo.com jornal hoje

Escolas apostam na prevenção

“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu.
Coragem para a luta.”
O trecho acima, que abre o romance O Ateneu, lançado em 1888 por Raul Pompéia, permanece um clássico escolar. Para muitos, ir ao colégio demanda valentia. Isso se deve a um tipo de violência que é antiga, mas vem sendo popularizada sob o conceito de bullying – palavra inglesa que significa intimidar e atormentar e vem preocupando cada vez mais as escolas brasileiras. Embora não haja números oficiais, a prática de atazanar colegas – muitas vezes confundida por pais e educadores com uma simples brincadeira – já envolve 45% dos estudantes brasileiros, segundo estimativa do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes), organização com sede em Brasília. O índice está acima da média mundial, que variaria entre 6% e 40%.
Contra o bullying, as escolas investem em estratégias de prevenção, com solução pontual dos conflitos. Conforme a gravidade, algumas instituições particulares lançam mão de medidas punitivas como advertência e suspensão. A prevenção se dá por meio de palestras, dinâmicas em sala de aula e orientação oral ou escrita sobre o uso saudável dos meios digitais – já que parte do bullying ocorre on-line.
Privadas – Apesar da estimativa alarmante, as escolas particulares ouvidas pela reportagem de VEJA.com frisaram que são raros os casos de bullying dentro de seus muros. O combate ao problema é feito pelos professores ou por palestrantes convidados. “Discutimos o assunto com os estudantes num curso específico e endereçamos cartilhas sobre cyberbullying aos pais”, conta Cristiana Assumpção, coordenadora de tecnologia na educação do colégio Bandeirantes, de São Paulo. “A ideia é que o conteúdo seja reforçado em casa.”
 A solução de conflitos tem início com uma tentativa de diálogo. “Quem nos avisa do bullying, em geral, é a vítima. Se o problema ainda não tiver tomado um grande vulto, conseguimos trabalhar de forma discreta, chamando os envolvidos para uma conversa. Se preciso, convocamos as famílias”, diz Fábio Aidar, vice-diretor-geral do colégio Santa Cruz. “Quando o caso toma vulto, chegamos a interromper aulas para discutir a questão com os alunos.”
A atuação do Colégio Chromos, de Belo Horizonte, vai no mesmo sentido. “Quando identificamos algum problema, conversamos com o aluno e imediatamente chamamos a família, que tem de ser conscientizada sobre o sofrimento enfrentado pelo filho, capaz de influir em seu desempenho escolar e nas suas relações com outros alunos”, diz Léa Maria Cunha, psicóloga do Chromos. “Também recomendamos à família que conduza o filho para uma terapia e acompanhe sempre sua rotina, saiba quem são seus amigos, converse com ele. O suporte dos pais é fundamental”.
O colégio Graphein, instituição de São Paulo que recebe alunos com histórico de dificuldades de adaptação, investe na linha relacional – ou seja, na interação entre estudante e escola. “A melhor forma de trabalho é o acolhimento com vínculo, é fazer o adolescente se sentir ouvido. O vínculo cria confiança e desmonta as defesas dele, melhorando a sua reflexão”, afirma Nivea Fabricio, diretora do colégio. “Nossos alunos, vítimas ou agressores, chegam fragilizados. É preciso resgatar a auto-estima de todos, porque, à medida que alguém se fortalece, deixa de temer o diferente e de sentir necessidade de se auto-afirmar.” Para Nivea, é preciso envolver também os pais nesse esforço.
Estado – Nas escolas públicas, a prevenção é dirigida aos professores, vistos como multiplicadores do saber. A especialista Cleo Fante, ex-presidente do Cemeobes, comandou um curso de capacitação para as 91 diretorias de ensino da rede estadual paulista, no início deste ano. A ideia era instruí-los a evitar a ocorrência de bullying nas escolas sob sua responsabilidade.
No Paraná, o tema faz parte de um curso de formação continuada para docentes, em que se discute o enfrentamento à violência. “O assunto reaparece em oficinas, grupos de estudos e materiais impressos”, diz Sandro Savoia, coordenador dos desafios educacionais contemporâneos da Secretaria de Educação do estado. O combate à violência é reforçado pela Patrulha Escolar, um grupamento da Polícia Militar que recebe formação extra para acompanhar o dia-a-dia das escolas, na tentativa de evitar ocorrências.
Para Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), é acertado o movimento preventivo das escolas, principalmente quando reforçado por ações de reabilitação de agressores e vítimas. “A reabilitação tem de olhar o indivíduo como um todo, entender seu contexto e contemplar sua família. Não adianta apenas punir.”Outra reportagem de VEJA sobre o assunto:
O inferno na escola: bullying prejudica aprendizado

13/6/2001

Atividade de classe

    Hoje nossas crianças irão ao laboratório de informática da escola, formarão duplas com o coleguinha ao lado mesmo que não tenham muita afinidade. Haverá um sorteio para que haja a escolha de outra dupla, e a atividade acontecerá da seguinte maneira: uma primeira dupla falará da dupla sorteada, mostrará as qualidades de seus coleguinhas pela convivência do dia-a-dia na escola. Depois irão procurar na internet mensagens de paz e imagens sobre amizade, vão imprimir e presentear a dupla sorteada.
    Esta atividade está relacionada com a história de Lori Drew e tem como objetivo mostrar que todos tem qualidades, e que a internet deve ser usada de maneira adequada para desenvolver a paz entre os coleguinhas.

Lori Drew...

 





Em exemplo bastante incomum de uso de uma lei federal usualmente aplicada a casos de fraude na computação, um júri de instrução federal na Califórnia decidiu indiciar uma mulher do Missouri acusada de utilizar uma falsa identidade online para iludir e agredir uma menina de 13 anos de idade, que cometeu suicídio em resposta às humilhações que sofria na Internet. A mulher, Lori Drew, responderá por uma acusação de conspiração e por três acusações de uso não autorizado de computadores por meio de sistemas interestaduais de comércio, com o objectivo de obter informações utilizadas para causar danos emocionais a terceiros. Cada uma das quatro acusações porta sentença máxima de cinco anos de prisão.
Fonte:http://bullyingcaic.blogspot.com/2009/05/lori-drew.html

CURIOSIDADES

-Diversos pesquisadores têm direccionado o seus estudos para este fenómeno pois está a tomar proporções preocupantes, tanto pelo seu rápido crescimento como por atingir faixas etárias cada vez mais baixas. Dados recentes afirmam que a sua propagação é cada vez mais rápida,com o avanço da idade ( da infância à adolescência).


-Num estudo realizado pela ABRAPIA ( associação brasileira de protecção à infância e à adolescência) 40,5% de 5785 alunos do 5º ao 8º ano de escolaridade, admitem estar envolvidos em casos de violência nas escolas.

-Durante a década de 90, realizaram-se diversas pesquisas e campanhas em toda a Europa, para reduzir estes comportamentos. Os resultados das primeiras pesquisas constataram que 1 em cada 7 alunos está envolvido em casos de violência.

Fonte:http://bullyingcaic.blogspot.com/2009/01/o-que-o-bullying.html

Bulling na infância-objetivos

Os objetivos deste blog é conscientizar os profissionais da educação adequadamente em relação ao bulling. Mostrando o que  causa, quais são suas consequências, como podemos mudar essa situação, direcionar os docentes com uma visão mais ampla  para conseguir resolver bem o problema e mostrar que ele realmente existe.